Programação

Clique nos Títulos abaixo para saber mais sobre cada Exposição.

Casa NUAEm Exibição :

aos Domingos, de 23 de Agosto a 13 de Setembro, 14h - 20h

DOMÍNIO PÚBLICC0TEMPORADA 3Em Exibição :

20 de Junho a 20 de Setembro, quartas a domingos, 10h - 17h

ACESSO E CONTROLE

5 de Agosto a 20 de Setembro, quartas a domingos, 10h - 17h

os ingressos são gratuitos para todas as exposições; alguns cursos ou workshops podem ser pagos.

de Agosto a Setembro de 2026, na Casa NUA

O amanhecer de uma nova era se descortina em São Paulo com a reinauguração da Casa NUA, alçada agora à condição de Museu com a contribuição do Programa de Ação Cultural (ProAC) do Governo do Estado de São Paulo e da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura. Santuário onde o tangível e o intangível se entrelaçam, a Casa NUA propõe um diálogo íntimo entre tempos e espaços artísticos. Nossa missão é expor e valorizar arte em rede descentralizada, conectando o público local aos novos paradigmas da web3, integrando cultura e propriedade de forma descentralizada e acessível. E, nesse processo, impulsionar a arte brasileira para o mundo.Em meio à revolução digital, a arte encontra um espaço de resistência e expressão no blockchain. O poder da arte em rede descentralizada e incensurável é monumental; é a capacidade do ser humano de se expressar em sua forma mais pura e intrínseca, desafiando normas e atravessando fronteiras. A Casa NUA, portanto, não é apenas um espaço físico, mas um manifesto de liberdade criativa, um grito contra a opressão e a conformidade, reafirmando a arte como um direito inalienável de todos. Essa visão será possível se garantirmos a legalidade, o acesso e a inclusão a uma web global e aberta, não controlada por corporações, instituições ou governos centralizados.

O espírito brasileiro, sempre vibrante e inovador, é aqui homenageado por sua contribuição pioneira à arte no blockchain. Em um país conhecido por sua diversidade e paixão, não é surpresa que seus artistas estejam na vanguarda desta revolução digital, criando um mosaico de expressões, de ilustrações e animações digitais e fotografia a performances e obras algorítmicas. O Brasil, se a educação e o estímulo forem aplicados na direção correta, com sua alma criativa e resiliente, pode se valer do movimento da arte NFT, ou seja, arte em rede descentralizada, para posicionar-se como um farol para o futuro da arte global.Para esta exposição de reinauguração, convidamos artistas do Brasil com atuação pioneira no campo da arte no blockchain, acumulando anos de criação, reconhecimento no movimento internacional de criptoarte e participação ativa na sua difusão em terras brasileiras.

Artistas Participantes:1mposter – ₵ɆɃØⱠΛИĐɆⱤ – BEISSÚ – Fer Caggiano – Hugo Faz – José Narciso – lesCogumelos – Marcelo Pinel – Numa – omentejovem – r4sjunior – Ricardo Takamura – Rodrigo Bardin

de Julho a Setembro de 2026, na Galeria Domínio Público

Seixos (Pebbles, no original) é a terceira curadoria da galeria Domínio Público, e a primeira a apresentar ao público brasileiro uma coleção de arte generativa CC0 em sua totalidade: as 1.000 obras de Pebbles, criadas pela dupla de artistas ZeBlocks na NextGen, a plataforma de arte generativa on-chain da rede 6529. Se a curadoria anterior celebrou o meme como unidade cultural que se replica, esta convida o visitante a desacelerar diante de algo aparentemente simples — seixos, as pedrinhas lisas e arredondadas que o tempo e a água lapidam — para descobrir, nessa simplicidade, um dos gestos mais radicais da arte do nosso tempo.Cada Pebble nasce de um único algoritmo escrito pelo artista: um código que, a partir de uma semente aleatória registrada no momento da emissão do NFT, espalha sobre uma textura que lembra um tecido um conjunto de formas arredondadas, cores e composições irrepetíveis. O artista não pinta cada obra — ele compõe o sistema de regras que as faz nascer, e entrega ao acaso e ao público o restante. O resultado é um diálogo entre ordem e caos: a estrutura rígida da grade convive com a distribuição livre das elipses, assim como, na natureza, nenhuma pedra é igual à outra, ainda que todas obedeçam às mesmas leis físicas. Pebbles é, nesse sentido, uma homenagem à beleza da simplicidade natural, relida pelo olhar modernista e pelo meio digital.

About Pebbleland

Como toda a programação da Domínio Público, Seixos é uma exposição de obras integralmente sob licença CC0 (Creative Commons Zero): estão, por escolha do próprio artista, em domínio público. Cada uma das mil obras pode ser baixada em alta resolução, copiada, impressa, remixada e reutilizada por qualquer pessoa, inclusive para fins comerciais, sem pedir permissão e sem pagar nada. A exposição traduz, assim, um movimento ainda amplamente desconhecido no Brasil — o da arte generativa nativa do blockchain — num percurso físico onde é possível entender como uma obra de arte pode ser, ao mesmo tempo, única e pertencente a todos.Organizada como uma viagem pela "anatomia" de uma coleção generativa, a curadoria revela camada por camada aquilo que normalmente fica escondido sob a superfície da imagem: o que é arte generativa e como ela se faz; quais são os traços (traits) que compõem cada Pebble — suas paletas, densidades de cor, tamanhos, contornos, sobreposições e elementos especiais —; e, por fim, como surgem as raridades e o valor nesse tipo de coleção. Ao final do percurso, o visitante terá não apenas contemplado as mil versões dos seixos digitais, mas compreendido a lógica de um novo campo da arte — e poderá gerar sua própria versão, única e irrepetível, e levá-la consigo.Com curadoria da Casa NUA, Seixos reafirma o compromisso radical da Domínio Público com o acesso irrestrito à cultura, com a educação sobre arte e tecnologia e com o fomento à economia criativa — sugerindo que, às vezes, pedras muito pequenas podem mover ideias de escopo global.

PebbleLand transforma as mil obras de Pebbles em mil mundos tridimensionais navegáveis. Escolha um número entre 0 e 999 — ou deixe o acaso escolher por você — e entre na paisagem gerada por aquele mesmo algoritmo dos ZeBlocks: caminhe entre os seixos, colete orbes luminosos, mova as pedras, procure o portal negro. Não há placar, não há competição, não há outros jogadores. É uma experiência deliberadamente silenciosa e solitária, feita para rodar no navegador do celular, do laptop ou do tablet — sem instalar nada, sem criar conta, sem carteira digital. Gratuito para todos.O jogo é obra de Articulate, criador do Meme Card #347 e da comunidade OUTSIDERS — e também um dos colecionadores presentes nesta exposição: sua única Pebble, a #0816, está exposta aqui na galeria. Ele não pediu autorização a ninguém para construir PebbleLand, e não precisava: as mil obras de Pebbles estão em domínio público. É exatamente isso que a licença CC0 torna possível — e talvez seja hoje a melhor porta de entrada que existe para apresentar arte generativa, CC0 e a rede 6529 a quem nunca ouviu falar do assunto. Jogue em pebbleland.art.

Explore também o projeto Pebbles no site do artista: Pebbles.art


ACESSO E CONTROLE

de Agosto a Setembro de 2026, na Galeria Domínio Público

Toda sociedade é organizada por limites. Alguns são tangíveis: portas, fronteiras, postos de controle, fechaduras, cercas. Outros estão incorporados em burocracias, convenções sociais, tecnologias, sistemas econômicos, aparatos militares. Juntos, eles moldam condições de movimento, participação, visibilidade e pertencimento, ou seja, determinam quem pode entrar, quem deve esperar, quem é reconhecido e quem permanece invisível. Nos extremos, ditam inclusive quem vive e quem morre.Acesso e Controle reúne obras fotográficas selecionadas de maneira descentralizada através de um processo de adesão aberta para o programa de fotografia inaugural do Museu da Rede 6529. A participação no programa significou aos artistas a renuncia de todos os direitos autorais sobre fotografias e sua entrega ao domínio público permanentemente sob a licença Creative Commons Zero (CC0). Assim, cada imagem funciona simultaneamente como um trabalho individual e como parte de um crescente arquivo público vivo, que registra a experiência vivida de soberania, autocustódia, exclusão, mobilidade e participação no século XXI.

Em vez de avançar uma tese curatorial singular, a exposição reúne uma constelação de perspectivas sobre acesso, controle, autonomia e o direito de escolher o próprio caminho. Cada artista aborda a noção de acesso de forma diferente: como um objeto, um gesto, uma memória, uma identidade, um testemunho, um ato de resistência ou uma possibilidade esperando para ser desbloqueada. Da mesma forma, controle revela os sistemas visíveis e invisíveis que regulam nossas vidas nos âmbitos mais diversos.Ao longo desses trabalhos, os limiares surgem de muitas formas. Eles aparecem em fronteiras e instituições, em arquiteturas de vigilância e permissão, em infraestruturas de finanças e tecnologia, e nos espaços íntimos onde o livre arbítrio é discretamente negociado. Algumas fotografias confrontam esses sistemas diretamente; outras os abordam através de metáforas, simbolismo ou os traços sutis impressos na experiência cotidiana. Juntos, eles propõem que a liberdade raramente é encontrada em um ideal comum, mas como uma série de momentos em que o acesso é concedido, retido, desafiado ou recuperado.

Apresentado pela Casa NUA na Domínio Público, um espaço dedicado a trazer arte e cultura descentralizadas para o domínio público, Acesso e Controle estende essas questões além da esfera digital. Isso nos convida a considerar cada fronteira ou limiar, físicos ou simbólicos, como locais onde a autoridade é exercida, negociada ou, às vezes, transformada. Assim, a exposição faz uma pergunta que ressoa em todas as imagens: quem detém as chaves, e que novos mundos se tornam possíveis quando mais pessoas as conquistam?

Artistas Participantes:Gul Yildiz (Turquia), Hugo Faz (Brasil), Nasim Ghanizadeh (Irã), Intrepid (Austrália), Ikertje, Giant (Urânia), Priyanka (índia), Rakesh Pulapa (Índia), Pandelic (Taiwan), Minalisa (Irã), Teyhu (Irã), Arsonic (Canadá), Zoku (Argentina), Shamspranto, Sherie Margaret, Veerendra, Arijit Mondal

Visite as páginas das nossas Curadorias Anteriores :


Veja abaixo a programação de exposições em cartaz, cursos, workshops e outros eventos da Casa NUA e da galeria Domínio Público, e retire seu ingresso.

Onde Estamos (clique para ver a localização no Google) :

Casa NUARua Maria Paula, 78, Bela Vista
em um edifício histórico localizado na Pista Esquerda da Rua Maria Paula, a rua da Câmara dos Vereadores de São Paulo
Domínio PúblicoSubsolo do Viaduto do Chá, Centro Histórico de São Paulo
entrada pela escadaria ao lado do Shopping Light

6529 MEMES

de Maio a Junho de 2026, na Galeria Domínio Público

Artistas participantes :
6529er – Arsonic – Awhurst – Beissú – Bicasso – Bold Leonidas – BongDoe – Cardelucci – CyberHumanoid – Darkfarms – Diane Lindo – Eva Eller – Eszter Lakatos – Fabiano Speziari – Goldcat – the Hidden Walls – Hugo Faz – J Marino – Jaen – Killer Acid – Killstrike – Lola Hubner – Lors – Marcelo Pinel – Mark Inducil – Miss AL Simpson – Naime Pakniyat – Noinah – North of 80 – Nuclear Samurai – Patê – Pepenardo – Pobedeen – Pop Wonder – Punk 6529 – Raphael Erba – Rakesh Pulapa – Rebecca Rose – Ricardo Alves – Mr Richi – Saed – Sariraa – Sathar – Scobel – Seerlight – Tom Wilson – Vincent Van Dough – Viva la Vandal – Xose Casal – Zhuk – Zoku

1 - Tomem os Memes de Produção

Em 1848, Karl Marx fez história ao convocar os trabalhadores a tomarem os meios de produção. Em 2022, nasce 6529, um projeto de arte digital em domínio público (CC0 – Creative Commons Zero), e atualiza o histórico chamado:"Tomem os memes de produção!"A provocação não é apenas retórica. Ela carrega uma percepção profunda sobre como o poder se organiza no século XXI. Se as ideias que circulam numa sociedade determinam seus valores, suas leis e seus sistemas, então quem produz e distribui essas ideias detém, de fato, o poder. O meme — unidade cultural que sintetiza ideias compartilhadas potencializando sua replicação — é a menor e mais potente ferramenta de transformação social.Em "Seize The Memes Of Production", 6529er — pseudônimo do designer oficial do projeto 6529 — traduz o manifesto em imagem-síntese, enquanto "Uncle Seize" reinterpreta o icônico Tio Sam como um chamado à ação memética. Já "The Institutions Are Coming" inverte a relação de poder: os indivíduos não deverão mais temer as instituições, que já não detêm os memes — são elas que terão que se adaptar à nova ordem cultural.As obras desta primeira seção encarnam esse gesto difusor da cultura digital e exploram o conceito do meme à luz da web3 — a internet descentralizada onde a propriedade digital soberana já é realidade. "Weight of Value", de North of 80, e "Pepe House", de Cardelucci (EUA), propõem uma reflexão sobre o valor no livre mercado: não seria o dinheiro, afinal, uma convenção coletiva? Um meme? 1 dólar, 1 bitcoin ou uma obra de arte têm tanto valor quanto o complexo consenso social global concluir que tenham.Outros pôsteres meméticos de 6529er e Xose Casal, bem como renderizações animadas conceituais icônicas da palavra Meme por SaedKh8 e DarkFarms completam a introdução a "6529 Memes".

Pela primeira vez na história, com a tecnologia blockchain, um meme pode ser não apenas compartilhado livremente, mas colecionado na sua individualidade: NFTs são objetos digitais únicos, de procedência verificável e de propriedade soberana, que podem ser criados por qualquer pessoa sem dependência de plataformas privadas, e com usufruto e difusão eternamente públicos.Assim são as obras que integram a exposição "6529 Memes": "cards" lançados como NFTs em licença CC0 por 50 diferentes artistas, no âmbito do projeto 6529, entre 2022 e 2026. "6529Seizing" é o NFT que inaugura o projeto 6529, um close-up da figura do Cryptopunk #6529 — NFT de 2017 que representa a identidade digital adotada como pseudônimo do fundador do projeto — com os dizeres "Seize The Memes of Production" e o logo 6529 ocupando os pixels de sua boca.Em "The Sacrifice of the Memes", Bicasso (Itália) remixa a figura do cryptopunk, evocando Van Gogh para representar o peso e a coragem de criar fora dos sistemas estabelecidos. A versão física da obra-meme NFT exposta aqui, em óleo sobre tela, está à venda em leilão online pela duração da exposição.Em "The Suits", de J Marino (Argentina), o protagonista também luta para proteger sua propriedade digital do assédio corporativo.

"No Meme, We Riot", de BongDoe (Panamá), sintetiza com humor ácido a urgência do movimento: tire nossos memes, e nos revoltaremos.

"Inside the Vault", de Raphael Erba (França), imagina uma incursão dentro do cofre digital do Museu 6529, repleto das obras digitais mais valiosas

2 - Liberdade de Transação

De todos os memes — de todas as ideias que o projeto 6529 busca disseminar —, nenhuma é mais fundamental do que a Liberdade de Transação: o direito e a capacidade de enviar e receber valores (ou bens...) de e para qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo, sem precisar de permissão de intermediários ou depender de bancos.Não se trata apenas de dinheiro, mas de autonomia. Quando um governo, um banco ou uma plataforma pode bloquear uma transação, pode também silenciar uma voz, congelar um meio de vida, isolar um indivíduo — o que pode acontecer na letra da lei, ou também de forma arbitrária, por governos capturados pela corrupção ou pelo autoritarismo.O Bitcoin, criado por Satoshi Nakamoto em 2008, demonstrou pela primeira vez que a troca econômica direta entre pessoas era tecnologicamente possível sem a tutela de terceiros — e abriu caminho para todo um ecossistema descentralizado que hoje sustenta a arte, a cultura e a liberdade de expressão que a Casa NUA e a Domínio Público representam.As obras desta seção exploram essa ideia por múltiplos caminhos. "Nakamoto Freedom", de 6529er, tornou-se a verdadeira bandeira do movimento cripto, prestando homenagem direta ao criador do Bitcoin. Por ser CC0, é frequentemente usada em recriações, como "Freedom Marathon", em que Hugo Faz trouxe Sargento Pepe à São Silvestre em uma corrida pela liberdade — longa, extenuante, mas que só se perde quando se para."Sgt. Pepe", de Arsonic, é assim a obra que melhor representa o chamado à ação pela garantia desse direito. Em domínio público (como toda obra do projeto 6529), o carismático Pepe-piloto deu origem, em "Sgt. Pepe World", a uma série inteira de personagens ligados ao mundo dos NFTs.Por sua vez um remix do Pepe original de Matt Furie, Sgt. Pepe é frequentemente remixado por criadores diversos que convocam o humor e a irreverência pop para lembrar que a luta por direitos fundamentais pode e deve ser também uma celebração. Na tirinha em vídeo "6529 Memes at the Boys' Club", Patê e Hugo Faz (Brasil) recriam a HQ icônica de Furie em uma homenagem aos Memes do projeto 6529."BOOM", de Killer Acid (EUA) compõe um painel com "MEME TWENTY TWENTYFIVE", de Pepenardo, e "VIVA SATOSHI", de Vincent Van Dough, artistas com obras meméticas que bebem de referências revolucionárias, atualizando-as para um movimento que entende a tecnologia como ferramenta de emancipação contra a vigilância e o excesso de controle corporativo ou governamental. E "Carpe GM", vídeo-colagem de Rebecca Rose (EUA) animada por uma canção revolucionária do século XIX, também remixa Pepe enquanto retoma a afirmação de que memes serão o catalista para a conquista da soberania do indivíduo.

"The Cost of Permission", de Diane Lindo (Canadá), justapõe os termos "KYC" e "Obey" em provocação ao regime onipresente "Know Your Customer" ("Dados do Cliente") — em que, para movimentar o próprio dinheiro, o cidadão deve antes provar sua identidade, justificar suas intenções e, em última instância, acatar uma recusa injustificada. Quando "verificar" se torna "controlar", e quando "proteger" se torna "submeter"?Se ainda resta dúvida sobre por quê tudo isso importa, "Possession Game" e "Bitcoin Bitch" respondem com uma máxima que se tornou lema do universo cripto: "Not your keys, not your coins".O princípio de "Se não são suas chaves, não é seu dinheiro" é simples: se o seu dinheiro está num banco, ele é, em última instância, do banco; se seus dados estão em um site ou plataforma, eles são da plataforma; se sua arte está hospedada em um servidor corporativo, ela só existe enquanto a empresa permitir. A verdadeira propriedade só existe se você detém a chave.É essa, ao mesmo tempo, a promessa e a exigência da Liberdade de Transação: para que ela seja possível, é preciso que cada indivíduo a exerça.A liberdade de transação não é, entretanto, uma opção ideológica, mas sim uma inevitabilidade tecnológica. É o que expressa "Freedom Forge", de Sariraa (Irã): há luta, mas o resultado é inexorável. E enquanto a inevitabilidade se consolida, o sistema vigente reage. "On The Way To Freedom", de Beissú (Brasil), completa esse painel de abordagem combativa, que conta ainda com "Save The Future", de Ricardo Alves (Portugal) e "Buidl to the Future", de Noinah (Tailândia).

3 - OM — O Metaverso Aberto e o Futuro

Se tomamos os memes de produção e garantimos a liberdade de transação, o que construímos com isso? A resposta do projeto 6529 é "OM" — Open Metaverse, ou em bom português, o Metaverso Aberto.Não o "metaverso" das big techs, dos óculos de realidade virtual, dos algoritmos intransponíveis, anúncios infindáveis e das plataformas digitais controladas por termos de uso que ninguém lê.OM é uma visão de futuro em que a camada digital da vida — onde já trabalhamos, criamos, nos relacionamos e nos expressamos na maior parte do nosso tempo — pertence a todos e não é propriedade das corporações. Um espaço onde a identidade digital é soberana, onde os objetos digitais podem ser verdadeiramente seus, onde a arte circula livre e os direitos humanos se estendem sem fronteira do mundo físico ao digital.OM é portanto, assumidamente, uma utopia — construída bloco a bloco, obra a obra, byte a byte, meme a meme, por uma comunidade global de artistas, criadores, colecionadores e desenvolvedores.O projeto 6529 propôs em 11 de Março de 2023 a "Carta Global dos Direitos Digitais" como uma extensão da Carta Global de Direitos Humanos da ONU, de 1948, e busca incentivar sua adoção por instituições e governos ao redor do mundo. Ela pode ser acessada na íntegra através do QR code abaixo desta tela."Digital Rights Are Human Rights", de 6529er, enuncia no estilo da escola de Bauhaus a tese central desta seção, com a clareza de um manifesto: direitos digitais são direitos humanos. Já "Do You Know Your Digital Rights?", de Fabiano Speziari, transforma essa afirmação em pergunta — e convida a confrontarmos nossa própria relação com os sistemas que utilizamos.Se pensamentos movem montanhas, e memes como NFTs CC0 (em domínio público) são ideias materializadas, podem redes organizadas em torno dos memes garantir um futuro menos distópico?

Da psicodelia trazida por Marcelo Pinel (Brasil) à imagem de tranquilidade da rede de pescador de Rakesh Pulapa (Índia); da "tOMorrowland" colorida de Eszter Lakatos (Hungria) ao cypherpunk de Tom Wilson (EUA). Com fotografias, ilustrações 2D e 3D, colagens, GIFs animados e reinterpretações de temas tradicionais, as obras desta seção imaginam ou interpretam o Metaverso Aberto das formas mais variadas, fazendo um chamado à participação e encerrando a exposição como se encerra um ciclo: do meme à conquista; da utopia à realidade.

Zoku (Argentina) nos desafia a tomarmos agência sobre esse futuro em "Seize your Freedom". Abaixo da obra, na exposição, disponibilizamos um guia prático rápido para você criar sua primeira carteira digital e fazer seu registro na plataforma 6529.io, uma rede social focada em arte descentralizada onde o objetivo é a produção de bens públicos através da arte CC0. Todos podem participar!Abaixo, o diagrama "Caminho de Adoção dos NFTs", de Punk 6529, criador e idealizador do projeto, mapeou em linguagem visual direta — e em um exercício de presciência — o caminho de uma década, sendo percorrido agora, para a adoção global das tecnologias do blockchain e NFTs, servindo como guia para quem chega a este universo pela primeira vez.Através do blockchain — por sua característica intrinsecamente pública, descentralizada e incensurável —, criar, compartilhar, recriar, difundir e colecionar memes e arte digital tornam-se uma necessária afirmação de liberdade.


Exposição de Inauguração

Formosa, da Nuvem ao Chão

de Março a Abril de 2026, na Galeria Domínio Público

A Casa NUA contou, para a viabilização da exposição Domínio Público, com a generosa contribuição de 30 artistas de todas as partes do mundo, que foram convidados a criar uma obra original comissionada, no seu próprio estilo e linguagem, oferecendo cada um sua interpretação livre sobre o conceito e significado da palavra Formosa associada a um movimento que parte da Web para a Vida Real e se consolida como um Bem Público.Os NFTs das 30 obras foram vendidos por 1 Ξ cada, de forma oculta, em uma campanha de captação de recursos descentralizada que iniciou em Novembro de 2025 e encerrou em 16 de Março de 2026 com a venda da última obra. Elas foram lançadas na Inauguração da galeria Domínio Público 6529, quando foram reveladas ao público e aos mecenas que as adquiriram às cegas — sem saber qual par de obra/artista estavam comprando.

Formosa - 6529 : um Manifesto da nuvem-ao-chão

Para permitir mais ampla participação da comunidade artística no financiamento da galeria por meio da web3, além das 30 obras, um NFT que incorpora o espírito da Domínio Público 6529 hospedada e inspirada pela Formosa foi proposto pela Casa NUA, votado pela comunidade na rede rede 6529, e emitido em 23 de Janeiro de 2026: um manifesto poético e sonoro sobre bens públicos, CC0, e sobre o movimento "nuvem-ao-chão", feito em colaboração entre os artistas Hugo Faz, Eric Pan e Cebolander.

Formosa, da Nuvem ao Chão

257 cópias do NFT foram emitidas e vendidas em 24 horas, por 0.06529 Ξ cada, concluindo nossa campanha de captação 100% descentralizada, ou seja, qualquer pessoa podia adquirir os NFTs da campanha, de qualquer parte do mundo.O NFT também funciona como instrumento de tomada de decisão descentralizada sobre a Domínio Público 6529 na plataforma 6529.io, permitindo por exemplo a votação em propostas curatoriais por qualquer pessoa que possua o NFT.Cópias do NFT da obra podem ser adquiridas no mercado secundário a qualquer momento através do OpenSea.

Artistas participantes0xCuttlefish – 1xharsh – 6529er – Ana Novo – Apocalypse – Arsonic – Articulate – Baiwei – Brynn Alise – Cadmonkey – Cebolander – Eric Pan – Garry B1rd – GART3 – Gul Yildiz – G9ralt – Het Patel – Hugo Faz – Intrepid – Kubti – Mr Richi – Naime Pakniyat – NewLightVisuals – Nuclear Samurai – Pobedeen – Rakesh Pulapa – PePe SB – Rocketgirl – Sariraa – Simone Monte – Skitchism – Teexels – Zigmarillion